União das Freguesias de Torres Novas (São Pedro, Lapas e Ribeira Branca)

Quem somos

São Pedro, Lapas e Ribeira Branca (oficialmente, União das Freguesias de Torres Novas - São Pedro, Lapas e Ribeira Branca) é uma freguesia portuguesa do concelho de Torres Novas, com 21,99 km² de área2 e 8 674 habitantes (2011). É uma das freguesias urbanas da cidade de Torres Novas.

Foi criada aquando da reorganização administrativa de 2012/2013, nas alterações impostas pela Lei número 11-A/2013 de 28 de Janeiro, resultando da agregação das antigas freguesias de São Pedro, Lapas e Ribeira Branca.

 

Historial

São Pedro

Compõe-se a Freguesia de S. Pedro pela parte Norte e Poente da Cidade, pelos lugares de Carvalhal da Aroeira, Rodrigos e Nicho dos Rodrigos, Quinta do Vale da Cortiça, Quinta de S. João, Quinta das Vieiras, Quinta de S. Gião, Quinta de Entre Águas e Atouguia. A Freguesia de S. Pedro, que em tempos como paróquia tinha jurisdição graças à sua Igreja do Divino Espírito Santo, de momento, N.ª Sr.ª da Graça de Lapas, N.ª Sr.ª da Conceição da Ribeira Branca, Santa Eufémia da Chancelaria, S. Pedro de Alcanena, S. Sebastião da Zibreira, Santa Marta da Serra de Minde e, N.ª Sr.ª da Serra de Alqueidão. 

Foi nesta Freguesia, a 12 de Março de 1558, que se passou a realizar a Feira de S. Gregório, feira franca, por no local D. Jaime de Lencastre ter fundado neste ano o Convento de S. Gregório Magno da Ordem de N.ª Sr.ª do Monte Carmo, no Rossio do Carrascal. Também no Largo do Quinchoso, a partir de 20 de Agosto de 1885, se realizou durante muitos anos o mercado semanal, na altura às segundas feiras, onde se comercializava loiça de barro, móveis e utensílios de pinho, porcos e outros.

As lendas que circulam à volta de S. Pedro de Torres Novas tornam esta freguesia, no mínimo, especial. Provavelmente criada antes de 1545, data do primeiro registo paroquial, tem a fama de ter conhecido de perto a presença muçulmana. Isso seria natural, não fosse o facto de se dizer que os mouros aí construíram uma grande mesquita, para satisfazer as suas necessidades espirituais. A igreja matriz da freguesia teria sido erguida exatamente no mesmo local, em substituição da anterior. O facto, isto para acalmar consciências, é que a bonita Igreja Paroquial de S. Pedro nada tem de muçulmano. Foi fundada no séc. XIV, fora da antiga cerca torrejana da vila, por Diogo Gonçalves Pimentel, Senhor do morgado dos Pimentéis, de Torres Novas. Muito alterado em relação à traça original, devido ao terramoto de 1755.

Lapas

Lapas situa-se na margem do rio Almonda, que banha uma grande parte deste concelho. A sua configuração atual está relacionada com a sua história, e para perceber uma teremos de compreender a outra. Implantada num pequeno morro, junto daquele rio, desenvolve-se numa sucessão de estreitas ruas e ruelas, o que faz dela uma freguesia de grande beleza.

O seu povoamento inicial, muito remoto, está documentado através de uma série de achados arqueológicos da época neolítica: machados, enxós, cerâmicas e outros utensílios domésticos de fabrico local. Ali terá existido um reduto castrejo, no qual se aquartelavam populações em busca das melhores condições de vida e de defesa. Os referidos objetos seriam provenientes da respetiva necrópole, utilizada para o enterramento dos mortos por povos que, afinal, haviam adquirido já um grau civilizacional importante.

Ali se teriam fixado os Celtas e mais tarde os Alanos, não se encontrando vestígios da dominação romana. Os Mouros ali estanciaram durante a sua dominação, dos quais persistem ainda muitas lendas e tradições”.

O primeiro documento oficial sobre a freguesia data de 1220. São os estatutos da Confraria de Lapas, instituição de carácter religioso de fundação muito antiga.

A Confraria de Lapas acabaria por ser anexada à Misericórdia de Torres Novas, depois de ter desenvolvido uma ação de grande destaque na ajuda aos pobres e necessitados da região.

O “ex-libris” de Lapas não poderia deixar de ser a sua rede de grutas. Foram estas que deram o nome à povoação, em topónimo que não deixa de ser frequente noutras regiões do País. É com razão que o povo diz, ainda hoje, que “os vivos andam por baixo dos mortos”. Com as galerias abertas ao público, Lapas é permanentemente objeto de muitas visitas de carácter turístico, que no entanto abrangem apenas uma pequena parte do conjunto de subterrâneos que percorre toda a povoação. Será difícil perceber como conseguiu o homem nosso antecessor, em épocas recuadas, talhar de forma tão perfeita esta verdadeira obra de arte pré-histórica. De qualquer forma, a composição geológica destes solos - em calcário mole, o “tufo” - explicará um pouco as nossas dúvidas.

Em redor destas grutas, têm surgido as mais diversas lendas. Desde aquela que referia ir uma das galerias até ao castelo de Torres Novas, passando pelos habituais tesouros mouriscos que se escondiam no interior (sendo que o próprio Pinho Leal adotou esta última teoria como verdadeira). O objetivo da sua construção, neolítica ou posterior, poderá ter estado relacionado com as fugas dos primeiros cristãos aos ataques dos romanos, no tempo do grande império. É património que carece, no entanto, de um estudo mais aprofundado.

Ribeira Branca

Ribeira Branca, antiga povoação, cuja paróquia é anterior a 1566. Existe um livro de assentos de baptismo com essa data. A 5 quilómetros da sede do concelho, Ribeira Branca, terra de bonito e poético nome, é banhada pelo rio Almonda, que muito favorece a sua agricultura.
 
A Igreja Matriz de Ribeira Branca, no centro da freguesia, sofreu poucas alterações desde a sua construção. Apenas alguma imagens sagradas do seu espólio são posteriores.
 
No extremo da Ribeira Ruiva, na margem esquerda do rio, existe a Quinta de Santo António, antigamente conhecida por Quinta da Paz. Foi solar nobre pertencente à família Caldeira e Costa Pimentel.

Órgãos Sociais

  • Junta de Freguesia
    • Presidente - Júlio Manuel dos Reis Clérigo
    • Secretário - Joaquim Manuel Granata Carvalho
    • Tesoureiro - Sérgio Manuel Lopes Formiga
    • 1.º vogal - Maria do Rosário Faustino Nalha Marcelino
    • 2.º vogal - Sandra Clara Alves Lourenço
  • Assembleia de Freguesia
    • Presidente - João José Castelo Branco Ginginha
    • Secretário - Fernando Paulo Gomes Gonçalves
    • Secretário - Andreia Filipa Ferreira de Sousa   

Contactos

Sede: Largo D. Diogo Fernandes d’Almeida, 5,r/c-2350-427 Torres Novas
Telefone: 249813939
Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.